


A grande contribuição da pianista para a música brasileira é
a “redescoberta” de Ernesto Nazareth, em 1963, por ocasião da gravação do LP Ouro Sobre Azul. Até então, a obra de Nazareth é gravada com base em
arranjos feitos por terceiros, em interpretações cheias de acréscimos e
ornamentos, nada fiéis à escrita e ao estilo interpretativo do compositor.
Eudóxia de Barros recupera as partituras originais e interpreta-as com fluidez
e segurança rítmica, procurando reproduzir o modo de tocar do compositor – embora
alguns afirmem que ele toca num andamento mais lento. Em “Apanhei-te
Cavaquinho”, é notável a regularidade da mão esquerda, que imita o
acompanhamento do violão nos conjuntos de pau-e-corda3 do início do século XX.
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