sexta-feira, 26 de junho de 2020

The Byrds

LIVE AT THE FILLMORE - FEBRUARY 1969 - 2000

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Joe Cocker

MAD DOGS & ENGLISHMEN - 1970

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Iron Butterfly

FILLMORE EAST 1968 - 2011

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Paul Butterfield Blues Band

BOOTLEG - RECORDED LIVE AT FILLMORE WEST - 1966/1969

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Kinks

BOOTLEG - LIVE AT THE FILLMORE WEST - 1970

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Jeff Beck Group

BOOTLEG - MORNING DEW - FILLMORE WEST - 1968

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Derek and The Dominos

LIVE AT THE FILLMORE '70 - 1994

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B. B. King

FILLMORE EAST - 1971

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Traffic

BOOTLEG - COMPLETE FILLMORE WEST - 1970

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Pink Floyd

BOOTLEG - FILLMORE EAST - 1970

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Jethro Tull

BOOTLEG - WE USED TO KNOW - FILLMORE WEST - 1970

FROM PROG ROCK VINTAGE (http://www.progrockvintage.com/)

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Miles Davis

MILES DAVIS AT FILLMORE - 1970

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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Jovem Guarda

Quem viveu nos anos 60 sei que vai apreciar as postagens que virão a seguir e recordar como foi boa essa época. Tudo era inocente e rebelde ao mesmo tempo.  Foi uma era de mudanças. Divirtam- se.

A Jovem Guarda se refere ao programa musical exibido na TV Record de São Paulo de 1965 a 1968, apresentado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia. O nome do programa ajudou a batizar o movimento musical e estético que introduziu o rock no Brasil. Atualmente, vários de seus integrantes continuam ligados à atividade musical. O programa "Jovem Guarda" estreou em 22.08.1965, na TV Record, liderado por três cantores em ascensão naquele momento. Roberto Carlos já havia estourado em 1963 com uma versão de "Splish Splash", de Bobby Darin e o DJ Murray the K, na versão brasileira de Erasmo Carlos. Por sua parte, Wanderléia tinha ganhado vários concursos de cantores de rádio e havia lançado seu primeiro compacto em 1962. As gravações aconteciam no Teatro Record, na rua da Consolação, em São Paulo e era transmitido ao vivo. No Rio,havia uma versão exibida durante a semana dirigida por Carlos Manga transmitida pela TV Rio. O resto do país tinha que aguardar assistia em videotape, pois não havia retransmissão via satélite. Ao longo de uma hora, o trio cantava seus sucessos e recebia convidados. Rapidamente, o programa tornou-se líder de audiência e provocou a histeria nos fãs que lotavam as dependências do teatro. A postura rebelde, o ritmo frenético e as letras inocentes, mas identificáveis pelo público adolescente garantiram o êxito do programa. Nos anos 60, a música brasileira consagrava a Bossa Nova. Letras elaboradas, harmonia sofisticada e uma batida nova que mesclava o jazz com o samba. Era a juventude da Zona Sul do Rio de Janeiro que renovava o cenário musical brasileiro. No entanto, nos subúrbios da mesma cidade, havia jovens que estavam mais antenados ao rock de Elvis Presley. dos Beatles e dos Rolling Stones. A Jovem Guarda era vista por uma parte da intelectualidade como frívola por conta do tema de suas canções e de suas melodias pobres. A partir de 1964, quando a ditadura se instalou no Brasil, os integrantes da Jovem Guarda passaram a ser apontados como "alienados" por aqueles que combatiam o governo militar. Nesse contexto, o rock e as baladas propostos pela Jovem Guarda eram a resposta perfeita para se evadir da complicada década de 60. Ao invés de se preocuparem com a Guerra Fria e a Guerra do Vietnã, os espectadores preferiam dançar ao som de "Alguém na multidão" interpretada pelos Golden Boys. As primeiras canções da Jovem Guarda eram versões de sucessos do cancioneiro americano e britânico. Podemos citar a versão de “Girl”, dos "Beatles", que se transformou na canção “Meu Bem”, sucesso na voz de Ronnie Von. Também “Stupid Cupid”, de Neil Sedaka foi um grande êxito com Celly Campelo cantando “Estúpido Cupido.” Ao mesmo tempo, Roberto Carlos e Erasmo Carlos começaram a fazer composições seguindo a linha do rock anglo-saxão. As letras falavam dos namoros, conquistas, carros e liberdade. Exemplos dessa temática são “Quero que tudo vá para o inferno”, de Roberto Carlos (1965) e “Festa de arromba”, de Erasmo Carlos e Roberto Carlos (1965). Entretanto, existia espaço para as baladas como “Devolva-me”, de Lilian Knapp e Renato Barros, um sucesso com Leno e Lilian. Igualmente, “Eu te amo mesmo assim”, composto e interpretado por Martinha, em 1966. A Jovem Guarda deixou marcas no comportamento dos adolescentes lançando moda e gírias. Roupas extravagantes como casacos com plumas, cores fortes e a onipresente minissaia para as moças. O cabelo deveria ser comprido como o dos Beatles e a postura deveria ser o mais descontraída possível. A linguagem se viu invadida por expressões como "é uma brasa, mora?", "barra limpa" e "é papo firme". Essas expressões eram retiradas das letras das canções apresentadas no programa. Com o fim do programa na TV Record, em 1968, os integrantes da Jovem Guarda tomaram rumos distintos. Pode-se pode afirmar que o movimento gerou três herdeiros diretos: o Tropicalismo, o sertanejo e o rock nacional. O Tropicalismo misturou os instrumentos elétricos aos acústicos brasileiros. Caetano Veloso e Gilberto Gil não tiveram nenhum preconceito em se aproximar de Roberto Carlos e sua turma. Esta amizade lhe valeu a linda canção “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos” feita por Roberto Carlos quando Caetano foi exilado em Londres. A música sertaneja seguiu a trilha do romantismo destilado nas letras da Jovem Guarda. Sérgio Reis se transformou num bem-sucedido cantor sertanejo. A cantora e compositora, Martinha é muito solicitada para escrever para duplas como Chitãozinho e Xororó. Nos anos posteriores, vários astros da música nacional continuaram a gravar temas da Jovem Guarda. A banda Skank registrou em 1994 “É proibido fumar”, de Roberto Carlos (1964). Marisa Monte gravou em 2016 “De que vale tudo isso?”, de Roberto Carlos (1967).


Fontehttps://www.todamateria.com.br/jovem-guarda/

Curiosidades 1. O movimento musical teve início com o programa homônimo da Record, Jovem Guarda, em 1965. 2. O programa da Record era apresentado por Wanderléa, Erasmo Carlos e Roberto Carlos 3. Jovem Guarda começou a passar no horário do futebol, e então foi proibido na TV por estar esvaziando os estádios. 4. As grandes influências da Jovem Guarda foram Elvis Presley, The Beatles, Rolling Stones e Chuck Berry. 5. Roberto Carlos foi um dos pioneiros da Jovem Guarda com as músicas Splish Splash, Parei na Contramão e O Calhambeque. 6. O movimento popularizou as guitarras no Brasil dominado pelos violões da Bossa Nova. 7. Apaixonar-se pela namoradinha de um amigo parecia comum na época (música de Roberto Carlos) 8. Andar em altas velocidades também era supernormal. Ronnie Cord cantava em Rua Augusta: “entrei na Rua Augusta a 120 por hora (…)”. 9. Foi através do movimento que o Rock chegou ao Brasil, muito influenciado pelo que acontecia no Reino Unido e nos Estados Unidos. 10. O início do movimento foi marcado por muitos covers de músicas em inglês. Roberto e Erasmo foram os primeiros a gravarem músicas em português. 11. Os radicais da MPB repudiaram as guitarras elétricas da Jovem Guarda. 12. Enquanto isso, os adeptos da Bossa Nova e das guitarras elétricas da Jovem Guarda deram origem a Tropicália 13. Apesar do ambiente conturbado entre os movimentos musicais, Roberto e Erasmo escreveram uma das mais memoráveis músicas de Caetano Veloso: Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos. Nascia a Tropicália. 14. A “guerra” entre os dois movimentos era tamanha, que a Bossa Nova também tinha seu programa na televisão: O Fino da Bossa. 15. A Jovem Guarda nasceu no período da Ditadura Militar. 16. Mas foi pouco censurada pelo regime, justamente pelo conteúdo da música ser mais leve: “brotos”, velocidade, carros, amor. Eram músicas sem conotação política. 17. A Jovem Guarda se importava mais com a Guerra do Vietnã - muito por influência americana. Coube a MPB batalhar contra a Ditadura Militar no Brasil. 18. Por conta desse descomprometimento com a causa, muitos estudantes vaiavam as apresentações da Jovem Guarda. 19. A Jovem Guarda não foi um movimento político. Por isso, é impossível cobrar qualquer posicionamento político do grupo. 20. Em 1968, com a implementação do AI-5, o programa da TV termina, e os artistas do movimento se veem obrigados a deixar o Brasil. 21. A grande característica do movimento era o estilo dos participantes: roupas coloridas e cabelos compridos, de preferência lisos. 22. E numa época em que não existiam chapinhas, o jeito era ficar de touca por um bom tempo antes de sair de casa. 23. O lado mais romântico da Jovem Guarda deu origem a muitos cantores sertanejos: Sérgio Reis é o maior exemplo de transformação. 24. Xitãozinho e Xororó gravaram muitas músicas de Martinha, grande pianista e compositora da Jovem Guarda. 25. O rock nacional da atualidade também foi fortemente influenciado pelo movimento da Jovem Guarda 26. Rita Lee e Os Mutantes acompanhavam Ronnie Von, na época da Jovem Guarda 27. Oficialmente, a Jovem Guarda acabou em 1968, com o programa de TV, mas o acervo musical deixa o movimento mais vivo do que nunca. 28. Hoje, a média de idade dos integrantes da Jovem Guarda é de 75 a 80 anos. Velha Guarda? 29. O audiovisual também esteve muito presente no movimento da Jovem Guarda. Roberto Carlos estrelou mais de cinco filmes na época. 30. Sair na rua era praticamente impossível para Roberto e sua turma. As garotas queriam abraços e os garotos queriam brigar. 31. O movimento da Jovem Guarda também ficou marcado pelo grande assédio dos fãs. Lembrando a Beatlemania. 32. Muitas técnicas de fuga dos fãs usadas até hoje, nasceram na Jovem Guarda. Wanderléa usava perucas, Ronnie Von tinha um sósia que entrava nos locais antes dele. 33. O movimento também foi marcado pelos incontáveis romances entre os integrantes. O mais conhecido é o curto namoro entre Roberto Carlos e Wanderléa. 34. As brigas entre eles também foi marcante. Jerry Adriani e Wanderley Cardoso foram capa de uma revista que denunciava seus desentendimentos. 35. Mas nenhuma briga foi tão explorada quanto a do “Rei” Roberto Carlos e do “Príncipe” Ronnie Von. 36. A guerra era tanta, que Ronnie Von nunca participou do programa Jovem Guarda, mesmo sendo a cara do movimento. Roberto Carlos nega a proibição. 37. Com a recusa, Ronnie Von teve seu próprio programa nas tardes de domingo: O Pequeno Mundo de Ronnie Von, uma clara referência à obra O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry. 38. A publicidade aproveitou o movimento e lançou bonequinhos dos integrantes 39. Após período na Europa, Roberto Carlos voltou ao Brasil sem a identidade que marcou a Jovem Guarda e ganhou um programa só dele no horário nobre. 40. Wanderléa e Erasmo Carlos tentaram manter o Jovem Guarda no ar, mas não tiveram sucesso. 41. Sem dúvida foi um movimento que trouxe muita alegria e cor (literalmente) para a juventude brasileira, em um momento político conturbado. 42. Em 1995, aos 30 anos do movimento, os integrantes se uniram para regravar sucessos da década de 1960. 43. Em 2005, aos 40 anos do movimento, foi lançado o site Jovem Guarda - o problema é que ele continua sendo um site de 2005. 44.Leno e Lilian brigaram na época da Jovem Guarda e não se reencontraram na gravação de 1995. 45. A Jovem Guarda serviu de influência para diversos gêneros e movimentos musicais no Brasil, destacando o rock, o sertanejo e até o samba-rock. 46. Muitos artistas “sumiram” após o fim do movimento. Ou você se lembra da dupla Deni e Dino? 47. Os remanescentes do movimento tiveram que se adaptar ao novo mercado musical brasileiro. Roberto Carlos, por exemplo, tornou-se um dos maiores cantores românticos de Brasil. 48. Hoje, ainda acontecem apresentações de alguns integrantes que formaram a Jovem Guarda, que deixou muita saudade nos assíduos fãs como Roberto, Erasmo e Wanderléa. 49. A Jovem Guarda não acabou - ela continua viva em nossas memórias.



Fontehttps://revistagalileu.globo.com/Cultura/Musica/noticia/2015/06/50-curiosidades-sobre-os-50-anos-da-jovem-guarda.html

Recomendo que assistam aos filmes: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, Diamante Cor de Rosa e A 300 KM Por Hora. Todos disponíveis no YouTube.
Para quem gosta de ler, o livro indicado abaixo também é muito bom. 



Antonio Marcos

O ESSENCIAL DE ANTONIO MARCOS - 1999

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Deny e Dino

CORUJA - 1966

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