sexta-feira, 17 de abril de 2020

Psicodelia Brasileira

Como todos que frequentam o blog já perceberam, ultimamente entrei numas de revisitar a psicodelia brasileira.
Publiquei discos, capas de livros e até um livro sobre o assunto. Para coroar o ciclo, publico uma pérola, o disco Tecnicolor, dos Mutantes  e republico o sempre eterno (na minha opinião), Loki?, de Arnaldo Baptista. Espero que tenham curtido essa fase do blog. Para quem não conhece, vale a pena conhecer esse período do nosso rock brazuca. Estou certo que não tenho tudo, mas para quem se interessar e tiver curiosidade, no blog tem muito mais. Boa procura. 

Mutantes

TECNICOLOR - 1970
OUTRA CAPA

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Arnaldo Baptista

LOKI? - 1974

O MELHOR DISCO DE TODOS OS TEMPOS

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Love, Peace & Poetry

BRAZILIAN PSYCHEDELIC MUSIC - 2002

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Os Brazões

OS BRAZÕES - 1969

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Sociedade da Grã Ordem Kavernista

SESSÃO DAS 10 - 1971

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Ney Matogrosso

ÁGUA DO CÉU-PÁSSARO - 1975

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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Festivais na era Psicodélica Brasileira

Nosso país entrou tardiamente no grande circuito de eventos internacionais, mas já tem história suficiente pra ser relembrada com muita saudade e arrancar lágrimas emocionadas de muitos marmanjos, inclusive eu.




FESTIVAL DE VERÃO DE GUARAPARI
Foi o primeiro a acontecer na América Latina e foi chamado à época de "A Versão Brasileira De Woodstock" ou "Guarapastock". Grandes problemas de infra-estrutura e dificuldades impostas pela ditadura militar, que foi contra a realização, transformaram nosso primeiro festival num grande desastre. Realizado de 13 a 16 de fevereiro de 71 em Três Praias, no município de Guarapari, no Espírito Santo (a 51 km da capital Vitória), o evento teve, a princípio, o apoio da prefeitura de Guarapari, do governo do estado do Espírito Santo (que depois rompeu com o festival), da Philips, e até da Rede Globo. Era o principal assunto do país na época. Os organizadores anunciavam que os principais artistas do país compareceriam e a Rede Globo fazia constante divulgação do evento e anunciava a estréia de equipamentos externos do Jornal Nacional. Porém, a uma semana do início, o presidente Médici anuncia que o festival não aconteceria, o que foi ignorado pelos organizadores que resolveram realizar o festival mesmo sem o apoio do governo, o que deu um caráter de clandestinidade ao evento. Cerca de 70% dos artistas compareceram, mas alguns foram impedidos de se apresentar pela polícia federal, casos de GAL COSTA e NANÁ VASCONCELOS, que chegou a ser retirada do palco acusada de bruxaria. O empresário dos ROLLING STONES esteve reunido com a produção do festival no Copacabana Palace e por pouco o grupo não foi contratado para o festival. GILBERTO GIL e CAETANO VELOSO, que estavam exilados na Inglaterra, não conseguiram autorização do governo para entrar no Brasil e se apresentarem. MILTON NASCIMENTO chegou a organizar uma caravana rumo ao Palácio Anchieta, mas o governador, avisado de antemão, sequer se encontrava presente.Cerca de 200 jornalistas compareceram à cidade e encontraram sérios problemas de falta de recursos tecnológicos. Na época a cidade não tinha uma rede de telégrafos e sequer uma linha telefônica local. As chamadas tinham que ser feitas, com grande dificuldade, através de Vitória, capital do Espírito Santo. A poucos dias do início do festival os organizadores nem sequer haviam conseguido um mínimo de equipamentos de som para realizar o festival. A maioria dos patrocinadores já tinham retirado seu apoio, assim como o governo, e somente na véspera da abertura é que foi conseguida a aparelhagem. Mesmo assim grande parte do dia de abertura (11 de fevereiro) ainda foi usado para a instalação dos equipamentos e para convencer os artistas a se apresentarem mesmo sem o cachê que havia sido combinado. O início atrasou em mais de 4 horas, o que causou a revolta do público (que era esperado num número superior a 40 mil pessoas e somente pouco mais de 4 mil compareceram, após a polícia federal proibir a entrada dos "hippies", chamando-os de "Sujos, Mal-Cheirosos e Baderneiros"), que começou a vaiar e atirar sacos de areia no palco e só se acalmou quando pouco antes da meia-noite o apresentador da Rede Globo Chacrinha apareceu no palco e o concerto teve início. No dia seguinte novos atrasos, e o show só não foi um fiasco total porque os artistas atenderam aos apelos de Carlos Imperial (ator e apresentador da Rede Globo) para se apresentarem. A Rede Globo resolveu apoiar os militares e a ditadura e proibiu seus funcionários (jornalistas, repórteres e fotógrafos) de cobrirem o evento e anunciava que os pais não deveriam deixar seus filhos comparecerem, acabando com qualquer chance de sucesso de público. Seus funcionários se rebelaram e compareceram mesmo assim e acabaram espancados pela polícia junto com os "hippies", que haviam sido banidos do festival. A Globo apagou a história do festival de seus arquivos e as retrospectivas do Jornal Nacional sequer mencionam o acontecimento do evento. Mesmo assim muitos artistas compareceram ao festival. Foram eles: TONY TORNADO (que chegou a se atirar do palco e caiu sobre uma moça, que quase ficou tetraplégica, o que precipitou o fim de sua carreira de cantor), MILTON NASCIMENTO, SOM IMAGINÁRIO (com ZÉ RODRIX), OS MAMÍFEROS, THE BUBBLES, ERA, SOMA, ANGELA MARIA, NOVOS BAIANOS, ERASMO CARLOS (o "Tremendão"), GAL COSTA, NANÁ VASCONCELOS e LUIZ GONZAGA.
Esse foi nosso triste "debut" na história dos festivais.

FESTIVAL DE ÁGUAS CLARAS 
Esse sim um festival de grande sucesso que reuniu grandes nomes do rock brasileiro e da MPB em 4 edições (75, 81, 83 e 84) na fazenda Santa Virgínia, no município de Iacanga, próximo a Bauru (cerca de 40 km), no interior de São Paulo (376 km da capital), sendo chamado na época pelos organizadores de "Uma Grande Quermesse Brasileira". Foi organizado por Antônio Checchin Júnior, conhecido como Leivinha, um jovem aventureiro de 22 anos muito viajado, interessado em música e teatro, cujo pai Seu Toninho, muito conhecido na região de Iacanga, Reginópolis e cercanias, queria que se estabelecesse. Leivinha havia escrito em 75 uma peça teatral e juntado um grupo musical para fazer a trilha sonora. Resolveram então encenar e ensaiar ao ar livre na fazenda de seu pai e muitas pessoas apareceram querendo tocar junto. O próprio RAUL SEIXAS chegou a ligar querendo participar. Quando percebeu a dimensão que seu pequeno projeto tomara surgiu a idéia de realizar um festival e assim nascia o primeiro Festival De Águas Claras, um tremendo sucesso com 3 dias de duração que atraiu cerca de 30 mil pessoas em sua primeira edição e rendeu a gravação de um disco, hoje raríssimo (cansei de procurar e não achei nada, nem a capa. Se alguém tiver e quiser mandar um link eu agradeço e publico. Só achei um bootleg do Raul Seixas que publico abaixo). Coube ao animado grupo de rock O TERÇO o fechamento do festival. Assim como ocorre nos festivais europeus a juventude da época viajava de carona, ônibus e trens, e armava barracas para dormir no próprio local. Refeições eram preparadas e servidas pelos funcionários da fazenda e laranjas e milho eram colhidos pela região. Foi construída uma eficiente infra-estrutura de sanitários, chuveiros coletivos improvisados no Córrego das Águas Claras, barracas de lanches e refrigerantes e inclusive um ambulatório. O festival contou ainda com uma exposição de livros e quadros. A polícia civil fez algumas visitas ao local porém nenhuma ocorrência foi registrada, apenas alguns problemas com o nudismo praticado por alguns indivíduos alterados durante os shows. Havia um alambique próximo à fazenda e algumas pessoas faziam visitas periódicas ao estabelecimento. Foi uma celebração de liberdade e vida em comunidade única para a reprimida juventude da época, e o uso de drogas alucinógenas e roupas extravagantes (ou a falta delas) trazia uma enorme atmosfera hippie, que por aqui só aconteceu mesmo no fim dos anos 70 e início dos 80, devido obviamente à dura repressão militar que o país sofreu. Leivinha teve muita dificuldade para conseguir permissão da rígida ditadura brasileira para realizar o festival. Passou um mês e meio indo diariamente à Secretaria de Segurança tentando conseguir a liberação e só conseguiu após comparecer ao "Departamento De Ordem Política E Social" (D.O.P.S.) e assinar um termo de responsabilidade pelos "atos de subversão" que acontecessem. Mesmo assim, após a primeira edição, ficou proibido durante 6 anos de realizar novamente o festival. O então Ministro Da Justiça Armando Falcão emitiu uma nota-oficial com a visão militar do evento: "Durante A Realização (do festival de Águas Claras) O Uso De Entorpecentes, Bebidas Alcoólicas E Atos Imorais Foram Abertamente Praticados, E, Aproveitando-se Do Ambiente Apropriado, Propagadores De Idéias Subversivas Vincularam Propagandas Com As Seguintes Frases: 'Viva A Sociedade Socialista', 'Viva Che Guevara' E 'Viva A Liberdade Estudantil' ". Em sua segunda edição o festival contou com uma estrutura mais profissional, cobertura da TV e ingressos vendidos nas agências do Unibanco. Apesar de nos anos 80 o país já estar gradualmente se desfazendo das "garras" da ditadura ainda havia uma enorme ânsia por acontecimentos desse tipo, onde a liberdade e a diversão conjunta traziam uma atmosfera de paz, amor e amizade que os jovens e os pais desses jovens só puderam sonhar nas últimas duas décadas. O festival marcava o fim da era do "movimento hippie", o último foco de um símbolo de protesto e contra-cultura que só aconteceu por aqui quando a repressão já não era tão forte. Pessoas tocavam violão ao redor de fogueiras, garrafas de cachaça passavam de mão em mão, garotas tomavam banho semi-nuas em rios enlameados e duchas improvisadas, tudo sem brigas e sem nenhuma ocorrência grave. Palhaços usando pernas de pau dançavam em frente ao palco, numa alusão ao disco "Circense", que havia sido lançado por EGBERTO GISMONTE. Havia outras atrações paralelas como o "globo da morte", uma competição de motocross e um enorme balão colorido, um dos símbolos do festival. Tudo isso reforçava a imagem de "quermesse" que o festival tinha. Mais de 50 mil pessoas compareceram. Na terceira edição cerca de 70 mil pessoas compareceram e nem mesmo a chuva e a lama puderam estragar a diversão e o clima de comunidade e paz. No primeiro dia ERASMO CARLOS e WANDERLÉA precisaram subir num trator para chegar ao palco em meio a lama, alguns precisaram até de helicóptero pra conseguir chegar. No segundo dia RAUL SEIXAS subiu completamente "alterado" ao palco e rindo do público que estava na lama, e teve que se apresentar com "playback", o que causou uma grande revolta do público. JOAO GILBERTO subiu ao palco às 6 da manhã com o sol nascendo e o público encharcado de chuva e atolados na lama, e mesmo assim esse foi um dos pontos altos do festival, com todos cantando juntos a plenos pulmões. O conjunto LÍNGUA DE TRAPO teve sua apresentação cancelada por não conseguirem chegar a tempo ao local (um lamaçal ao redor do palco impedia a chegada dos músicos) e voltaram no ano seguinte, na última edição, porém novamente tiveram problemas com o clima e tiveram que interromper o show na metade, pois fortes ventos derrubaram duas colunas de som no palco. Em 1984 o festival foi mal planejado e organizado quase à força em pleno Carnaval devido a obrigações com patrocinadores, fazendo com que o público fosse muito reduzido em relação às edições anteriores e as atrações em menor número. Com isso, desanimado e arrependido, Leivinha resolve que era hora de parar com o festival. A fazenda Santa Virgínia seria vendida após a morte de seu pai, botando um ponto final numa aventura que embalou e enriqueceu os sonhos de uma geração marcada pela dura repressão da ditadura. Leivinha hoje é advogado e dono de um Resort. Shows de renomados e inesquecíveis artistas marcaram a vida daqueles que estiveram presentes nas edições desse festival. Eis os nomes dos artistas presentes: 1975 (17, 18 e 19 de janeiro): OS MUTANTES, SOM NOSSO DE CADA DIA, PATULHA DO ESPAÇO, BANDA BLINDAGEM, DAN ROCKABILLY, TONY OSANAH, COGUMELO, TERRENO BALDIO, APOKALYPSIS, URSA MAIOR, MOTO PERPÉTUO, a banda argentina BURMAH, GRUPO CAPOTE, MITRA, TIBET, JAZZCO, ACARU RAÍZES, CORPUS, MARCUS VINÍCIUS, WALTER FRANCO, JORGE MAUTNER, NUSHKURALLAH, ROCK DA MORTALHA (conhecido como o BLACK SABBATH brasileiro) e O TERÇO. 1981 (4, 5 e 6 de setembro): GILBERTO GIL, LUIZ GONZAGA, ALCEU VALENÇA, EGBERTO GISMONTE, A COR DO SOM, MORAES MOREIRA, HERMETO PASCHOAL, BANDA BLINDAGEM, PAPETE, ALMIR SATER, BENDEGÓ, DUDUCA E DALVAN, CONSERTAO, NOVOS VALORES, JORGE MAUTNER, ITAMAR ASSUMPÇAO E BANDA ISCA DE POLÍCIA, 14 BIS, OSWALDINHO, DIANA PEQUENO, TETÊ ESPÍNDOLA, ZÉ GERALDO e o inesquecível RAUL SEIXAS. 1983 (2, 3, 4 e 5 de junho): ARTHUR MOREIRA LIMA, ARMANDINHO E O TRIO ELÉTRICO DE DODÔ E OSMAR, JARDS MACALÉ, ROBERTINHO DO RECIFE, GRUPO PREMÊ, OSWALDINHO, EGBERTO GISMONTE, FAGNER, JORGE MAUTNER, SANDRA SÁ, MORAES MOREIRA, PAULINHO DA VIOLA, PAULINHO BOCA, SÁ E GUARABIRA, EXPRESSO RURAL, SIVUCA, WANDERLÉA, WALTER FRANCO, WAGNER TISO, JOAO GILBERTO, ERASMO CARLOS e novamente RAUL SEIXAS. 1984 (2, 3, 4 e 5 de março): Não há um registro preciso sobre quem se apresentou nessa edição. São citados: RAUL SEIXAS, LÍNGUA DE TRAPO, JOAO GILBERTO, JORGE MAUTNER, FRUTO PRIMEIRO, PLACA LUMINOSA, JOAO BOSCO, SOSSEGA LEAO e AZUL 29.



FESTIVAL PHONO 73
Mais um festival realizado durante a dura ditadura militar, nos dias 11, 12 e 13 de maio de 1973, pela gravadora Phonogram (atual Universal), no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, com quase todo o seu elenco, numa tentativa de mudar sua fama de "Reduto De Comunistas" perante o governo militar. A idéia do então presidente da gravadora André Midani era revitalizar os festivais de música que revelaram desde os anos 60 novos talentos da música brasileira (esses já consagrados a essa altura) e que estavam esvaziados pela repressão da ditadura. Foi proposta a fórmula de que os artistas se apresentariam sozinhos (com seus sucessos e com músicas novas) e também em duplas. Foi combinado entre a produção e o órgão censor do governo que algumas músicas não poderiam ser tocadas por serem consideradas "subversivas" e assim um agente censor foi enviado para supervisionar a performance dos artistas. CHICO BUARQUE e GILBERTO GIL chegaram a ter o som de seus microfones cortados pela polícia, que temia que eles cantassem sua mais recente gravação, "Cálice", que era uma alusão ao "Cale-se" que a ditadura impunha na época. Após iniciar uma música dizendo "Vamos Ao Que Pode", CHICO e GIL balbuciaram palavras incompreensíveis em cima da melodia da música proibida, e CHICO, após acrescentar um "Arroz A Grega" à letra da música (numa referência ao costume dos jornais da época de publicar receitas culinárias no lugar de matérias censuradas), gritou um "Cale-se", resultando no corte por parte do censor do governo que se encontrava na cabine de som. No entanto o áudio da mesa de som permaneceu ligado e registrou todo o descontentamento de CHICO, que na hora do corte disse "Estão Me Aporrinhando Muito. Esse Negócio De Desligar O Som Não Estava No Programa". Nos extras do DVD lançado em 2005 com imagens do show é possível ainda ver CHICO cantando visivelmente irritado e gritando "Censura Filha Da Puta!" fora dos microfones ao fim de uma música, com os integrantes do MPB4 gritando em protesto ao lado do palco.NPor outro lado os artistas, vistos como comunistas pelo governo (ou "de esquerda"), viam a gravadora como um veículo "de direita", e todo esse clima proporcionou um forte apelo político ao evento. A Phonogram reuniu os artistas antes do festival para uma foto promocional usada num anúncio com a frase "Só Nos Falta O Roberto", numa alusão ao "rei" ROBERTO CARLOS (que preferiu não se envolver), e pouco depois lançou um LP triplo com o título "Phono 73 - O Canto De Um Povo". ELIS REGINA chegou a ser vaiada quando subiu ao palco pois pouco tempo antes havia cantado o Hino Nacional nas "Olimpíadas Do Exército". CAETANO se dirigiu ao público com uma de suas célebres frases: "Não Existe Nada Mais Z Do Que Um Público Classe A". RAUL SEIXAS desenhou com um batom em seu abdómen o símbolo da "Sociedade Alternativa". Todos queriam usar de alguma forma o festival, fosse para se afastar da imagem de "colaborador do sistema" ou de "abrigo para comunista", ou mesmo para tentar propagar suas idéias de liberdade e protesto, mas o fato é que o festival foi um grande evento que reuniu os maiores nomes do rock e da MPB brasileiros e marcava o retorno de alguns artistas exilados pela ditadura militar em seus duros "Anos De Chumbo". O produtor e diretor de TV Guga Oliveira foi contratado pela gravadora para registrar o festival em películas de 35 mm, mas desavenças quanto ao valor a ser pago fez com que as imagens não fossem lançadas e muitas delas se deterioraram com o tempo, tanto que quando o DVD foi lançado em 2005 apenas 35 minutos de imagens inéditas puderam ser incluídas. Os maiores nomes do rock e da MPB da época estiveram presentes. Foram eles: OS MUTANTES, RITA LEE, RAUL SEIXAS, ELIS REGINA, ERASMO CARLOS, JORGE MAUTNER, JARDS MACALÉ, GILBERTO GIL, CHICO BUARQUE, CAETANO VELOSO, FAGNER, VINÍCIUS DE MORAIS, TOQUINHO, SÉRGIO SAMPAIO, NARA LEAO, IVAN LINS, JAIR RODRIGUES, WANDERLÉA, RONNIE VON, MPB4, WILSON SIMONAL, ODAIR JOSÉ, MARIA BETHANIA, GAL COSTA E JORGE BEN.

É claro que houve muito mais, mas isso já é outra história.

Fonte: https://whiplash.net/materias/biografias/165503.html


BOOTLEG - AO VIVO EM ÁGUAS CLARAS - 1981


From ARMAZEM DA MÚSICA BRASILEIRA - (http://armazemdamusicabrasileira.blogspot.com/)

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